Na indústria do cimento, o desgaste pode reduzir a produtividade e elevar os custos operacionais. Além disso, paradas inesperadas e substituições frequentes de peças afetam a disponibilidade dos equipamentos.
Por isso, identificar os mecanismos de desgaste e escolher a proteção adequada ajuda a evitar falhas e a controlar os custos de manutenção.
Onde ocorre o desgaste na produção de cimento?
A produção de cimento envolve várias etapas. Primeiro, matérias-primas como calcário e argila passam pela britagem e pela moagem. Depois, seguem para a homogeneização e a clinquerização em fornos rotativos. Por fim, as equipes moem o clínquer com gesso.
Durante esse processo, os equipamentos entram em contato com materiais duros e partículas de diferentes tamanhos. Assim, componentes como britadores, moinhos, calhas, tubulações e ventiladores podem sofrer desgaste.
Principais mecanismos de desgaste
Os equipamentos da indústria cimenteira podem apresentar diferentes mecanismos de desgaste e degradação:
- Abrasão: partículas duras riscam ou removem material das superfícies. Esse mecanismo afeta, por exemplo, britadores, moinhos, calhas e tubulações.
- Impacto: choques de materiais pesados e duros danificam componentes como britadores e chutes de descarga.
- Erosão: partículas finas em alta velocidade atingem superfícies. Esse desgaste pode ocorrer em ventiladores e tubulações de ar.
- Corrosão: a umidade e os gases agressivos podem degradar superfícies. Além disso, a corrosão pode ocorrer junto com outros mecanismos.
- Fadiga superficial: tensões repetidas podem formar e propagar trincas ao longo do tempo.
Impactos na produção e na manutenção
Quando o desgaste avança, as peças podem falhar sem aviso. Como consequência, a empresa precisa interromper equipamentos e reorganizar a produção.
Além disso, componentes desgastados podem reduzir a eficiência energética. A substituição frequente também aumenta os custos de manutenção. Em casos críticos, a parada de um moinho ou forno pode gerar perdas expressivas de produção.
Revestimentos para equipamentos cimenteiros
A Rijeza Metalurgia aplica diferentes tecnologias de revestimento para atender às condições de cada componente. Para definir a solução, a equipe considera o mecanismo de desgaste, a temperatura, a carga mecânica, o material base e a geometria da peça.
Além disso, a Rijeza utiliza aplicação robotizada para obter precisão, uniformidade e repetibilidade no processo.
Aspersão Térmica
A Aspersão Térmica deposita partículas metálicas ou cerâmicas sobre a superfície. Dessa forma, o processo pode formar revestimentos com alta dureza e aderência. A tecnologia atende aplicações sujeitas à abrasão, erosão e oxidação.
PTA — Plasma Transferred Arc
O PTA funde o material de adição à superfície da peça. Assim, forma uma união metalúrgica com baixa diluição. O processo pode atender componentes que exigem resistência ao desgaste e à corrosão.
Laser Cladding
O Laser Cladding utiliza um feixe de laser para fundir o revestimento à superfície do componente. Por isso, permite controlar a aplicação com precisão. A tecnologia é indicada para peças críticas que exigem controle dimensional e resistência mecânica e química.

