O revestimento de Carboneto de Tungstênio ou Carbeto de Tungstênio aplicado por HVOF é indicado para peças submetidas a desgaste severo por abrasão, erosão, adesão ou deslizamento, especialmente em ambientes secos e com temperatura de trabalho até 450°C.
Essa liga é recomendada quando o objetivo é aumentar a vida útil de componentes, reduzir frequência de troca, melhorar a disponibilidade do equipamento ou substituir soluções tradicionalmente utilizadas mas defasadas, como o cromo duro em aplicações onde há perda acelerada de superfície.
Na Rijeza, a especificação do revestimento não parte apenas da escolha da liga. Antes da aplicação, avaliamos a peça, o mecanismo de desgaste, o ambiente de trabalho, a temperatura, a presença de impacto, a geometria e a função do componente no processo. Isso evita a aplicação inadequada e aumenta a segurança técnica da solução.
Quer saber se o Carboneto de Tungstênio é adequado para sua peça?
Envie uma foto, desenho ou descrição da aplicação para a equipe técnica da Rijeza avaliar o melhor revestimento contra desgaste. Você pode enviar pelo e-mail rijeza@rijeza.com.br, pelo whats app (51) 3590 5400 ou nos envie uma mensagem pela nossa página de contato .
Quando o Carboneto de Tungstênio pode ser indicado?
O revestimento de Carboneto de Tungstênio pode ser uma boa alternativa quando você tem as condições mencionadas abaixo:
- a peça sofre desgaste por abrasão, erosão ou adesão;
- a falha gera parada, troca frequente ou perda de produtividade no equipamento;
- a temperatura de operação fica abaixo de 450°C;
- não há impacto direto severo ou carga pontual intensa;
- o cliente busca maior resistência ao desgaste do que o cromo duro;
- a aplicação exige alta dureza, baixa porosidade e boa aderência;
- a peça trabalha em ambiente industrial severo.
Esse tipo de revestimento é especialmente útil quando o desgaste compromete a função da peça e aumenta o custo de manutenção, troca ou parada do equipamento.
Quando essa liga pode não ser a melhor solução?
O Carboneto de Tungstênio aplicado por HVOF pode não ser indicado quando:
- a peça sofre impacto intenso, batidas ou carga pontual;
- a aplicação trabalha acima de 450°C;
- há ambiente corrosivo ácido;
- a geometria possui cantos vivos sem possibilidade de preparação;
- a aplicação exige camada muito espessa, acima de 0,5 mm;
- a peça precisa de união metalúrgica com o substrato;
- há risco de deformação, trinca ou desplacamento por condição inadequada de serviço.
Nesses casos, outras tecnologias podem ser mais adequadas, como ligas aplicadas por PTA ou Laser Cladding, dependendo da peça, do tipo de desgaste e da condição operacional.
Essa análise é importante porque o melhor revestimento não é necessariamente o mais duro, mas o mais adequado ao mecanismo de desgaste, à geometria da peça, ao ambiente de trabalho e ao resultado esperado.
O que é o revestimento de Carboneto de Tungstênio?
O revestimento de Carboneto de Tungstênio, também conhecido como Carbeto de Tungstênio, é uma liga composta metal-cerâmica de alta densidade, baixa porosidade e elevada resistência ao desgaste.
Na aplicação por aspersão térmica hipersônica HVOF, partículas de Carboneto de Tungstênio são projetadas em alta velocidade sobre a superfície da peça, formando uma camada com elevada dureza, baixa porosidade e alta aderência.
Leia também: Qual a importância dos carbonetos na solução contra desgastes?
Na composição mais comum, o revestimento é formado por partículas duras de carboneto em uma matriz metálica, geralmente com ligante de cobalto. Essa combinação permite unir alta resistência ao desgaste com menor fragilidade em comparação a materiais cerâmicos puros.
O processo HVOF permite obter uma camada com excelente aderência ao substrato, podendo superar 14.000 PSI.
Por que o Carboneto de Tungstênio é resistente ao desgaste?
A resistência ao desgaste do Carboneto de Tungstênio vem principalmente da elevada dureza dos carbonetos e da estrutura compacta da camada aplicada. Esse revestimento apresenta bom desempenho quando submetidos aos seguintes mecanismos de desgastes
Por isso, é uma alternativa muito utilizada em componentes sujeitos à ação de partículas duras, fluxo de materiais abrasivos, atrito superficial e desgaste repetitivo em baixa temperatura.
Quando bem especificado, o revestimento de Carboneto de Tungstênio pode aumentar significativamente a vida útil da peça e reduzir a frequência de troca de componentes.
Carboneto de Tungstênio ou Cromo Duro: quando substituir?
O revestimento de Carboneto de Tungstênio é frequentemente utilizado como substituto do Cromo Duro em aplicações onde a exigência de resistência ao desgaste é elevada.
Em muitos casos, o Carboneto de Tungstênio pode oferecer desempenho superior ao cromo duro, especialmente em ambientes sujeitos ao desgaste por abrasão, erosão severos. A decisão, porém, não deve ser feita apenas pela comparação de dureza ou preço por peça.
Para avaliar se a substituição faz sentido, é importante considerar:
- vida útil atual da peça;
- frequência de troca;
- custo de parada;
- impacto da falha no processo;
- temperatura de trabalho;
- presença de impacto ou carga pontual;
- exigência de acabamento;
- histórico de desempenho do revestimento atual.
A substituição pelo Carboneto de Tungstênio tende a ser mais interessante quando o ganho de vida útil gera redução de manutenção, aumento de disponibilidade e menor custo total de operação.
Benefícios do revestimento de Carboneto de Tungstênio
Os principais benefícios do Carboneto de Tungstênio estão ligados à proteção da superfície contra desgaste severo e ao aumento de confiabilidade do componente.
Entre os principais ganhos podemos destacar os seguintes:
- maior resistência à abrasão e erosão;
- aumento da vida útil de peças;
- redução da frequência de troca;
- maior disponibilidade do equipamento;
- menor risco de parada por desgaste prematuro;
- possibilidade de substituir o cromo duro em aplicações compatíveis;
- baixa porosidade;
- elevada dureza;
- boa aderência ao substrato;
- possibilidade de acabamento controlado após aplicação.
Em aplicações críticas, o benefício mais importante não está apenas na peça durar mais, mas no impacto que essa maior durabilidade gera no processo: menos intervenções, menos paradas, maior previsibilidade e melhor custo por hora, tonelada ou ciclo produzido, o que quer dizer que impacta diretamente na competitividade da empresa como um todo.
Aplicações do Carboneto de Tungstênio
O revestimento de Carboneto de Tungstênio é utilizado em componentes que trabalham em ambientes abrasivos ou erosivos, desde que as condições de impacto, temperatura e corrosão sejam compatíveis com a liga e com o processo HVOF.
Entre as aplicações comuns estão:
Mineração e processamento de materiais abrasivos
- parafusos para mineração;
- bombas de polpa de mineração;
- Buchas de desgaste para proteção do eixo;
- peças com desgaste por abrasão severa.
Cimento e indústrias com partículas finas abrasivas
- bicos de ensacadeiras;
- bicos de injeção de água;
- palhetas de separadores;
- rotores de exaustores;
- peças expostas a fluxo de partículas duras e finas;
- superfícies submetidas à erosão.
Agronegócio e transporte de grãos
- roscas transportadoras;
- roscas transportadoras de grãos;
- parafusos de colheitadeiras
- componentes sujeitos à abrasão por fluxo contínuo de material;
- polias.
Siderurgia
- Polias
- Bobinas de trefila
- Eixos
Válvulas e componentes de controle de fluxo
- válvulas de esfera;
- válvulas duplo pêndulo;
- superfícies de vedação;
Ferramentas e componentes industriais
- ferramentas de conformação a frio;
- cone de reenvio de processamento de fio de cobre;
- peças sujeitas ao desgaste por deslizamento;
- componentes que exigem alta dureza superficial.
A aplicação correta depende sempre da análise da peça, do mecanismo de desgaste, da temperatura, da geometria, da presença de impacto e da função do componente no processo.
Cuidados importantes na especificação
O Carboneto de Tungstênio é um revestimento de alto desempenho, mas precisa ser corretamente especificado. Quando aplicado em uma condição inadequada, pode haver perda de desempenho, trincas, oxidação, desplacamento ou falha prematura.
Impacto e carga pontual
O revestimento de Carboneto de Tungstênio aplicado por HVOF não possui união metalúrgica com o substrato. Por isso, não deve ser utilizado em situações de impacto severo, ambientes nos quais as peças sofrem batidas ou cargas pontuais intensas.
Exemplos de aplicações que exigem cuidado ou outra tecnologia incluem:
- britadores;
- ferramentas de estamparia;
- ferramentas de corte;
- peças submetidas a impacto repetitivo;
- regiões com carga concentrada sobre a camada.
Para esse tipo de ambiente, podem ser avaliadas alternativas como ligas com Carboneto de Tungstênio aplicadas por PTA ou Laser Cladding, conforme o caso.
Temperatura de trabalho
Não recomendamos o uso do Carboneto de Tungstênio por HVOF em ambientes com temperatura superior a 450°C.
Acima dessa faixa, o revestimento pode sofrer oxidação e perder rapidamente suas propriedades de resistência ao desgaste.
Ambientes corrosivos
O Carboneto de Tungstênio não é recomendado para ambientes corrosivos ácidos. Quando há corrosão relevante associada ao desgaste, é necessário avaliar outra liga ou tecnologia de revestimento. O Carboneto de Tungstênio Cromo pode ser uma boa alternativa.
Cantos vivos e geometria da peça
É importante evitar cantos vivos na região de aplicação. Quando o revestimento é aplicado próximo a cantos ou transições bruscas, pode haver concentração de tensão residual ou o revestimento pode ficar exposto a pancadas e desplacamentos podem ocorrer até por acidentes na movimentação de peças.
Sempre que possível, recomenda-se quebrar cantos ou criar raio na geometria da peça antes da aplicação.
Espessura da camada
Não recomendamos espessuras superiores a 0,5 mm para esse tipo de revestimento.
Camada mais espessa não significa, necessariamente, maior durabilidade. Pelo contrário: quanto maior a espessura, maior o custo e maior tende a ser a tensão residual e, consequentemente, maior o risco de desplacamento.
Rugosidade e acabamento
Se a peça precisa de baixa rugosidade após o revestimento, a superfície deve ser preparada adequadamente antes da aplicação.
Superfícies muito rugosas podem exigir maior espessura para permitir acabamento posterior, já que o revestimento tende a copiar parte da condição superficial da peça. Isso pode aumentar custo, tempo de processo e risco técnico.
Além disso, a rugosidade copiada pelo revestimento pode impactar negativamente na durabilidade do revestimento por que a rugosidade é o primeiro ponto a ser desgastado.
Recomendamos que a superfície a ser revestida esteja com uma rugosidade de 0,8 a 1,2 Ra para garantir melhores resultados técnicos e econômicos da aplicação.
Como a Rijeza avalia se essa liga é adequada?
Antes de recomendar o Carboneto de Tungstênio, a Rijeza avalia o ambiente tribológico da aplicação. O objetivo é entender se essa liga é realmente a melhor alternativa para o problema de desgaste apresentado.
Na análise, devemos entender todas as variáveis envolvidas no processo e podem ser considerados fatores como:
- peça ou componente a ser revestido;
- função da peça no equipamento;
- mecanismo predominante de desgaste;
- temperatura de trabalho;
- presença de impacto ou carga pontual;
- ambiente seco, úmido;
- material base da peça;
- geometria e regiões críticas;
- acabamento desejado;
- vida útil atual;
- histórico de falha;
- custo de parada ou troca do componente;
- objetivo do cliente com a aplicação.
Essa avaliação ajuda a evitar especificações inadequadas e aumenta a chance de o revestimento entregar resultado em campo.
Leia também: Quanto custa o revestimento de Carboneto de Tungstênio?
Solicite uma avaliação técnica para sua aplicação
Você precisa aumentar a vida útil de uma peça sujeita a desgaste por abrasão, erosão, adesão ou deslizamento?
A equipe técnica da Rijeza pode avaliar se o Carboneto de Tungstênio aplicado por HVOF é a melhor alternativa para sua aplicação ou se outra liga pode entregar melhor desempenho.
Para uma avaliação mais precisa, envie informações como:
- foto da peça;
- desenho técnico, se disponível;
- descrição do equipamento;
- tipo de desgaste observado;
- temperatura de trabalho;
- presença ou não de impacto;
- vida útil atual da peça;
- objetivo esperado com o revestimento.
Entre em contato com a Rijeza por WhatsApp, pelo telefone (51) 3590 5400, pelo e-mail rijeza@rijeza.com.br ou pela nossa página de contato.
Avalie se o Carboneto de Tungstênio é adequado para sua peça antes de solicitar apenas um orçamento.
Essa é a forma mais segura de escolher o revestimento correto e aumentar a performance do componente em campo.

