Os mecanismos de desgaste na siderurgia estão entre os principais causadores de indisponibilidade de máquinas nesse importante processo industrial.
Abrasão, impacto, elevadas temperaturas e fadiga térmica são algumas das condições que afetam componentes utilizados em processos como lingotamento contínuo, laminação e trefilaria.
Por isso, conhecer como esses mecanismos de desgaste acontecem é fundamental para selecionar materiais mais adequados e aumentar a vida útil dos componentes.
O objetivo deste material é contribuir para que engenheiros de manutenção tenham maior assertividade na escolha de materiais e, consequentemente, possam buscar o aumento do MTBF dos componentes de máquinas utilizados nesses processos.
Veja também: Melhoria do MTBF de chapas de desgaste do processo de laminação
Quais são os principais mecanismos de desgaste na siderurgia?
Melhorar a durabilidade dos componentes de máquinas dos processos siderúrgicos é um desafio constante para os engenheiros de manutenção.
Isso acontece porque as superfícies trabalham em ambientes bastante agressivos, que podem combinar diferentes variáveis, como desgaste abrasivo, impacto, elevadas temperaturas e fragilização por fadiga térmica.
Além disso, em muitas aplicações, o aço passa pela superfície desses componentes em alta velocidade, tornando as condições de operação ainda mais severas.
Como consequência, o desgaste desses componentes pode gerar problemas que vão muito além da perda de produtividade.
Em muitos casos, esses mecanismos de desgaste estão diretamente associados à produção de produtos com defeito. Quando isso acontece, os prejuízos financeiros podem ser enormes.
Portanto, compreender qual mecanismo está atuando sobre cada componente é um passo importante para definir uma estratégia de proteção mais adequada.
Por que identificar o mecanismo de desgaste antes de escolher o material?
Uma das grandes dificuldades encontradas pelos engenheiros de manutenção que buscam aumentar a durabilidade dos componentes está na seleção dos materiais mais adequados para cada aplicação.
Normalmente, os testes são realizados no próprio uso do componente. Por isso, uma escolha inadequada pode tornar o processo de desenvolvimento bastante oneroso, além de consumir tempo e recursos da manutenção.
Antes de escolher um material, portanto, é necessário entender como o desgaste acontece e quais variáveis estão envolvidas.
A forma como esse desgaste ocorre é o que chamamos de mecanismo de desgaste.
A partir do momento em que essa classificação está clara, torna-se muito mais fácil selecionar materiais capazes de suportar as condições encontradas no processo.
Como este material pode ajudar a reduzir os mecanismos de desgaste na siderurgia?
O primeiro passo para realizar uma boa escolha de materiais é compreender as condições às quais cada componente está submetido.
É necessário avaliar, por exemplo, se há predominância de abrasão, impacto, temperatura, fadiga térmica ou uma combinação de diferentes mecanismos de desgaste.
Com essas informações, o engenheiro consegue avaliar com maior assertividade quais materiais e soluções de engenharia de superfície apresentam características compatíveis com a aplicação.
Esse é o principal propósito deste material: apresentar, de forma clara e objetiva, os principais mecanismos de desgaste encontrados na siderurgia e algumas alternativas para sua solução.
Assim, o engenheiro de manutenção pode ter uma base técnica mais consistente para selecionar materiais, conduzir testes e buscar o aumento do MTBF dos componentes.

